Farewell

"Mudanças. Nós não gostamos delas. Nós a tememos. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te disser que não, está mentindo. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo."
Grey's Anatomy

Assim como em todas as despedidas, meu coração cai em prantos. É duro ter que mudar, ter que abrir mãos de momentos, pessoas que fazem eu me sentir bem, hobbies e um lugar pra desabafar e aliviar o sentimento no peito. Mas é preciso. Assim como as aves em plena mudança de estação estou eu ao constatar que preciso partir de mim mesma.
Anos atrás, me encontrava em meio a uma forte pressão, o peito cheio, prestes a estourar, necessitava de ouvidos que pudessem acalmar com palavras doces e compreensivas. Abandonei aquela garota que guardava tudo pra si e adentrei neste mundo acolhedor, que com o tempo adquiriu um cheirinho de casa. Foi bom estar aqui, e guardarei um pedacinho de cada um, dentro de mim.
Hoje, tomo forças para abandonar e tornar posivel uma nova mudança em minha vida. Com a conclusão do ensino médio e o futuro já decidido, deixo este lugar e todos os demais privilégios, mimos, hobbies e tempos que gasto diariamente na internet. Não está sendo nada fácil, mas na vida precisamos abrir mão de certas coisas para poder conquistar outras.
Aqui então me despeço das pessoas que adentraram em minha vida ao longo deste ano. Estes amigos que me acompanharam,leram minhas dores e de alguma forma compreenderam. A amiga Juliane Bastos, agradeço de coração por todos os momentos de alegria que me proporcionou, os elogios, seu jeito meigo e sincero, confesso que você gaucha me surpreendeu e por isso sou sua fã ete considero uma grande amiga, que mais pareço conhecer a anos.
Eduarda Kohls, minha amiga virtual, que tanto soube da minha vida, tanto me alegrou e comigo passou muitos momentos divertidos e engraçados em chat. Nós que já fomos Fakes e encantamos todos os meninos dos chats do Ares. É, foi lá que nos conhecemos né amiga, e que por acaso o destino nos uniu. Dudinha crazy, você e a Ju são meus motivos pra querem tanto conhecer o Rio Grande do Sul, tchê!
Lauro Ferrero, o suburbano, modelo, maluco, chorão e de humores que rapidamente mudam. Conheci-o em um site de perguntas e respostas e do tanto que ele era religioso resolvi fazer de tudo para ser amiga dele. Tantas coisas se passaram em nossa amizade, brigas, desabafos... Tantas vezes tive que contornar momentos e assumir a culpa em momentos que seu humor traia a si mesmo e descontava em mim, a maluca que te aguentava. Tudo só fortalecia nossa amizade e hoje, a roceira aqui, kk, te agradece por cada momento e sorriso que sem dúvida, foram únicos.
Aos tantos amigos virtuais: Natalia Araújo (a forever alone) que tanto me fez chorar de rir e me inspirou. Iasmin Cruz, Jorge Lima, Pâmella Ferracini, Caroline Araujo, Marcos de Souza, Ste Valin, o Bloinquês em si que me inspirou durante toda minha caminhada no blog e demais blogueiros que me davam apoio, me entendiam, enfim, faziam parte da minha segunda casa, o blogger.
Vocês, seguidores que me acompanharam, entendiam e me fazia a blogueira mais feliz do mundo. Agradeço a todos vocês. Em especial também â Bia que tanto me serviu de inspiração e que ao ler-te parecia um espelho a refletir as minha palavras.
Obrigada blogger, por ter se tornado tão especial e importante na minha vida. Meu bog não será fechado, deixarei-o aberto para quando quiserem voltar e reler minha palavras que talvez tenham te tocado.
Hoje, não dou um adeus, mas sim um até logo a todos vocês amigos e digo que esta despedida não será como as outras, das quais eu voltei. Esta é sim, certa. Espero que compreendam. Talvez um dia um diga algums palavras por aqui, mas não estarei voltando, serão apenas palavras de um coração que sente saudade do quão bom foi este lugar um dia.
E o passo dado é para tornar possivel os planos que fiz para meu futuro. Planos estes que estão me dando esperança. Estou com medo, mas que bom que o tenho, pois isso significa que tenho algo a perder. Estou abandonando os mimos de casa e demais coisas para correr atrás deste curso: Medicina. Quero curar, ser útil, trazer alegria e esperança a quem já não tem. Passar no vestibular de medicina é minha meta e eu sei que ao abrir mão destas coisas, conseguirei atingir e concretizar meu sonho tão recente de ser médica.
A todos desejo um feliz 2012 e que tenham força para correr atrás de seus sonhos e abrir mão das demais coisas. Que sejam abençoados por Deus. Um até logo e obrigada.

" Então é Natal


... a festa cristã, do velho e do novo, do amor como um todo. "


Naquele céu escuro
Uma estrela brilha intensamente
Guiando a quem tinha fé
Pastores se apressavam, alegremente.

Os animais rangiam no estábulo
E enfim o choro da criança inunda o lugar
Segura forte as mãos da mãe
Aquele que confiou nos mistérios
E abraçou a missão de ao filho de Deus, amar e cuidar.

Aquela criança cresceu, salvou o mundo e por ele morreu
E nem se quer reconhecimento obteu,
Lutou porém foi traído e injustiçado,
Tentou converter quem estava cheio do pecado
Curou, aproximou as pessoas de Deus e foi crucificado.

E neste dia tão especial
Possamos lembrar que nasceu e morreu pela humanidade
Está vivo no coração daquele que tem fé
E neste natal cabe a cada um de nós a missão
De anunciar e manter viva a chama do amor e da prosperidade.

Desejo de todo o coração um Feliz Natal a todos vocês. Permitam que Jesus adentre em seus lares e corações e façamos do mundo um lugar melhor.

Edição Poema do Bloínquês.

Mar de verdades





Eu busquei entender como as coisas funcionavam. De início descubro, aquela não era a verdade que eu estava acostumada a acreditar. Analisei, me submeti a testes e passei a desacreditar nas pessoas. Me assustei com o que tinha em mãos, uma verdade explicitamente camuflada. Aquela eram as pessoas, ocultas em suas próprias vidas. Mal começo e logo me interrogo se valeria a pena. Eu não estava para brincadeiras mas o medo me tornava um ser minúsculo e que se aterrorizava a cada monstro. Deixo a água tocar os joelhos e o pequeno vir e ir movimentava as areias abaixo de meus pés. O ser humano então me surpreende e o que eu descobrira até então me dá um golpe de tirar o ar, e diz ao pé do meu ouvido: “garota idiota, não há de querer continuar com isso, eles estão acostumados a mediocridade”. Mas nem sequer a mais dolorosa verdade pôde me conter. Eu queria aprofundar-me e por isso permiti que as aguas escuras tocassem minha cintura. Hoje passo pelos demais e torço que tenham o mínimo de discernimento, tenhas suas próprias escolhas, seus próprios sonhos e a força infinita de alcança-los. Tenham auto-valorização, amor-próprio, e que saibam ao menos que estão errados neste mundo, estão errados no que vivem, sentem, acreditam. Isso bastaria. Então se ao menos um deles ouvissem a minha voz, eu já estaria contente. Fecho os olhos e a correnteza tenta tirar a firmeza de minhas pernas. Eu talvez não seja a mais forte, mas insistirei em manter-me firme no que busco. Sou uma mera adolescente habitada por uma fonte de loucura, ainda rasa. Avisto daqui apenas milimetros deste iceberg, e confesso estar apenas começando. Entrei neste mar escuro e agora, mesmo que pudesse, não sairia. Olho no horizonte e apenas o que vejo é água. Que minha dose de loucura não seja compreendida. Já basta eu a juntar verdades. Torçam apenas para que eu não seja engolida por este traiçoeiro mar de nós mesmos.

A única lembrança

Minha boca tremia, e eu mal tinha começado a sessão. Uma movimentação de enfermeiros através do vidro da sala me distanciava do mundo, das pessoas, da vida. Meu corpo estava esgotado e o ultimo fio de cabelo já havia caído como sinal de fraqueza. A oncologista entra na sala e começa a colocar todos aqueles fios novamente em meu corpo. A dose exata para complementar minha depressão esta prestes a ser despejada sobre meu seio direito. Eu não me alimentava bem mais, meus olhos fundos denunciavam as noites mal dormidas e as rugas, a ação do tempo. Eu nem sequer tinha quem me amparasse naquela terra paradisíaca, mal eu sabia falar o idioma. E enquanto a médica iniciava a sessão, fecho meus olhos e lembro-me com muita dificuldade do dia que coloquei meus pés nesta terra. Do que passou eu apenas lembrava que havia vindo para ali para viver um “amor de adolescente” mas que o tempo roubara o homem que tornaria aquele sonho possível. A vida havia tirado-o de mim durante um acidente nas montanhas das Ilhas Mauritius e assim fiquei só, sem poder voltar e arrumando um emprego qualquer em uma lojinha de produtos locais. Mas aí o tempo me trouxe um novo desafio e que de início acreditei ser forte, mas que a longo prazo me desmotivou e entristeceu. E se não fosse a minha perda de memória devido a idade, estaria vivo todos os instantes que passei ao lado daquele que deveria estar aqui, me amparando, mas que de meu coração não foge e não perde espaço. Apenas durante uma tarde recente, a lembrança dele se fez viva em mim. Estava eu a cultivar as já murchas flores do nosso quintal, que a tanto tempo eu não visitava. Quando a brisa leve traz um sussurro tímido que adentra meus ouvidos e se instala na minha memória. Era ele, como em espírito a dizer-me: “Não tenha medo, eu estou aqui, e sempre estarei. Você nunca estará sozinha. Eu te amo Clarice.” meus olhos transbordam em lágrimas e sinto um leve tocar de lábios nos meus. E então, aquela era a única lembrança que eu tinha do amor da vida, o homem que me trouxera até ali e que prometera nunca me abandonar. Agora, ali eu me encontrava naquela sala em busca da cura daquele agressivo câncer que me destruía aos poucos, e que não mais me trazia expectativa. Para mim, curar-se traria um resto de vida usufruindo daquele lugar paradisíaco, mas morrer... Ah morrer, tornaria possível o meu encontro eterno com o meu amor.


Conto escrito para a 95º Edição Conto/história do Bloínquês.

Um diálogo decisivo e uma Nova Mudança


Gostaria de pedir que lessem até o final, abaixo da imagem, pois o blog passará por algo e é preciso que estejam cientes.

Ela olhava para os lados com os olhos tristes. Havia ao seu lado ele, que se encontrava imerso em outras questões que precisava cuidar.
  • Este lugar já me parece antigo, clichê.
  • Do que está falando? - pergunta o coração, espantado.
  • Este lugar. Sou eu antiga, a menininha que um dia fui.
  • Mas você gosta deste lugar?
  • Um dia gostei... Na verdade sempre gostarei, já que este lugar é o que fui, é a parte inocente e apaixonada que há dentro de mim.
  • E é ruim “ser” este lugar?
  • Não era. Costumava gostar, mas de uns tempos pra cá se tornou um atraso.
  • E... Por que então não muda de lugar? Quem sabe não melhora...
  • Tenho medo de sentir falta.
  • A saudade é sinal de que um dia algo te fez bem, mas que o destino precisou distanciar. E perante as suas dúvidas, vejo que o melhor é se deixar levar por algo novo.
De repente os olhos dela brilham e um manhoso sorriso aparece no canto dos lábios.
  • Sim... Eu preciso mesmo disso.
  • Então por que demoras?
  • Eu precisava que alguém confirmasse o que preciso, que mais alguém visse minha necessidade.
  • Sempre vi, mas ao confundir o medo e a fé, queria ver até onde seria capaz de chegar por si mesma. Sempre estivemos em sintonia e por mais que gostamos deste lugar, sempre é preciso mudar, evoluir, desacostumar.
  • Sim meu coração, é hora de mudar.



    Um simples diálogo e um novo rumo. Comunico-lhes que estou passando por mudanças, e como o blog sou eu, ele acompanha a mudança. Anuncio que o Heart Dreamer dará espaço para um novo nome: A Linguagem da Alma. O link continuará o mesmo, mas de agora em diante, o nome será este. Espero continuar a vê-los por aqui. Obrigada.

Resultado do Sorteio !


Olá pessoal. Eis o resultado tão esperado do 1º sorteio do Heart Dreamer: Um Layout personalizado!
Houveram 18 inscritos e dentre eles 3 desclassificados por não seguirem devidamente as regras. Os números dos inscritos foram de acordo com a ordem de inscrição:

1. Wink! - Mia Sodré
2. O que um coração sente - Juliane Bastos
3. Truths of a Heart - Gabriela Carvalho
4. Refúgio das Palavras - Iasmin Cruz
5. Overflowing Feeling - Amanda Silva [desclassificada]
6. Just Debee - Débora
7. Gravidade Artificial - Caio Mota
8. Forget All The Memories - Pamela Moreno Santiago
9. Moulin Rouge - Pâmella Ferracini
10. Bala com Chiclete - Morgana Rocha
11. Bubbles Candy - Benny
12. Garota nada  Normal - Evellen [desclassificada]
13. Skyscraper - Lívia Vasconcellos [desclassificada]
14. Blog da Juh - Juliana Barros
15. Go Belezando - Ana Paula Fuentes
16.  Dreamer - Karine Cassol
17. Lua e brisa - Luísa Zanni
18. Algo Tão Doce - Paullinha Sousa

Desclassificados:
Garota nada Normal - mudou de blog e no novo não constava o banner da promoção
Overflowing Feeling - não curtiu a página do Heart Dreamer no Facebook
Skyscraper - mudou de blog e no novo não constava o banner da promoção


O sorteio foi feito no site random.org às 16:50 hs . RESULTADO:

Parabéns Ana Paula Fuentes do blog Go Belezando , você acaba de ganhar um layout personalizado. Estarei entrando em contato.

Agradeço a todos os inscritos e digo que haverão mais sorteios assim aqui no blog, então acompanhem pra não perderem, pois o próximo ganhador pode ser você. Obrigada e até a próxima. Beijos.

Pós-morte




Em minha transição deste mundo para outro ainda incerto
espero que os meus celebrem o que fui,
tenham boas recordações e compartilhem uns com os outros,
que estas lembranças tragam sorrisos, lições.
Que sigam conforme o que pedi durante toda minha vida,
que de meu corpo seja tirado tudo que possa salvar um outro alguém,
que o que já não me serve, traga alegria a quem necessite,
e que ao invés de um tumulo para visitar, encher de flores e homenagens
meus restos mortais sejam cremados e jogados ao vento durante uma curta cerimônia,
para que as lembranças fiquem na memória, nas fotografias, nos feitos.
Que meu dinheiro seja doado a uma entidade de crianças portadoras de HIV,
para que assim meus filhos tenham seus próprios futuros para construir
ao invés de herdarem tudo da mãe e serem cidadãos inúteis.
Que minhas palavras sejam imortalizadas, e que os poemas do qual sempre escondi,
sejam publicados.
E naquele instante do qual não sei a duração e nem mesmo o que acontece
eu saiba, antes mesmo de perder a memória, que fiz tudo que devia, enquanto na terra.
Que eu seja recebida por anjos sem asas, comuns, que um dia já foram seres humanos errantes,
mas que ao se redimirem receberam um cargo especial.
Que se faça presente Deus nesta minha chegada a este mundo paralelo ao nosso.
Que eu reveja aqueles que se foram antes de mim e aguarde os que estão por vir.
Que se for mesmo realizado este planejamento antecipado, que por si só é um tanto utópico,
minha consciência seja liberta do peso esmagador do pensamento mudo, não dito,
e que agora só depende das pessoas que intermediarão estes meus planos pós-morte.
-


PS.: Gostaria de falar um pouco sobre este texto. Ele não é uma carta suicida, e muito menos de uma garota maluca, apenas gosto de inovar, mudar o ritmo, fugir do clichê. E sim, é um pedido antecipado e real, pois nunca se sabe o momento da nossa partida.
Ainda esta rolando o sorteio do LAYOUT EXCLUSIVO. Corram e façam a sua inscrição AQUI .

Coração anônimo



Naquela chuva incessante e fria
a passos largos que atritavam com a rua,
caminhava na meia-fase escura
enquanto o sol se põe a favor da lua.

Gotas velozes encharcavam seu corpo
enquanto o vento muda a direção,
uma melodia constante de calar os ardores
de lavar as impurezas daquele cidadão.

Sim, ele também possui um coração.

Senhor anônimo das constantes interrogações
que passa diante os olhos das multidões,
teu clamor tenho o dom de ouvir,
teus planos e sonhos abafados,
precisa de som, homem.

Eu sei que em algum lugar
tu és reconhecido,
mas eu insisto,
precisa de voz senhor,
uma voz que possamos ouvir e entender.

E eu sei, que possui metas
de crescer e obter reconhecimento,
mas que a chuva abafa, que a penumbra torna incerta
e que emudece os pensamentos daquele 'alguém'.

Tu tens coração, que bate em meio ao anonimato,
que aperta as costelas e faz correr o sangue,
sangue que até mesmo em si é anônimo,
mas que movimenta os passos largos
até sumir na neblina da chuva.

Tens coração, e eu posso ouvi-lo,
quando fecho os olhos e me igualo a você.

--
Galera, ainda está rolando as inscrições para o sorteio de um layout. Basta seguir as regras e enviar sua ficha AQUI . Beijos.

Sorteio de um layout !

Olá seguidores, visitantes, colegas, amigos blogueiros. Estou aqui hoje realizando o que eu devia ter feito no aniversário do Heart Dreamer, mas que não deu certo por minha falta de tempo. É, o HD que fez aniversário mas quem ganha o presente é você!
Estarei sorteando um layout personalizado aqui no blog. Quer concorrer?
As regras são simples:
- Seguir publicamente o Heart Dreamer;
- Curtir a página do Heart Dreamer no Facebook;
( o quadro para curtir esta ali na coluna do HD,
para as pessoas que não tem Facebook, terá que fazer um pequeno comentário em uma
das últimas postagens de seu próprio blog divulgando o sorteio, e deixar o link do post junto
da ficha de inscrição )
- Colocar o banner da promoção na coluna de seu blog;
- Deixar sua ficha de inscrição neste post.

FICHA DE INSCRIÇÂO:
Nome:
Nome do blog:
Link:
E-mail:

BANNER DO SORTEIO:






Obs: O participante será desclassificado caso as regras não serem seguidas ou se o banner não
estar na coluna do blog.

As inscrições vão até o dia 24/11 e o resultado sai no dia 25/11.
Será enviada uma mensagem ao e-mail do ganhador. A entrega terá o prazo de até 3 semanas, e talvez seja entregue até antes. Conto com a participação de vocês.

Estas, aquelas, Palavras


Palavras pequenas.
Palavras que saem tímidas,
vagarosamente trafegam
entre tantas outras de maior valor.
Palavras que trazem a calmaria ao coração agitado,
que enlouquece o coração acomodado,
que enche a boca de quem não tem voz.
Palavras, que mais paressem sussurros,
revelam-se a essência
eminente, soberana
vinda dos clamores silenciosos,
de dor, aperto, sentimento.
Palavras, que adentram os ouvidos
que aderem a delicadeza
que diz, mas com calma.
Simples palavras,
vagas ou portadoras de uma mensagem,
vagam por aí a procura de ouvidos sinceros,
que a cuidem,dê atenção
que não deixe-as escapacar.
Palavras minúciosas,
e ao mesmo tempo aleatórias.
Serenas, humildes, quietas.
Minha voz, minhas palavras
a procura de seus ouvidos atenciosos.


" Palavras apenas, palavras pequenas, palavras."

Vietnã, junho de 1967


Julia

Não será fácil ir para lá”, foi o que sempre ouvi de você, e realmente não é. Estamos passando por muitas provações Julia, não quero te preocupar, por favor, eu estou bem apesar do que estou prestes a te contar.
Terça-feira, às três da madrugada, enquanto todos já dormiam, ouço um grande estrondo. Eu e os demais médicos acordamos assustados. Rapidamente fui até a janela e a imagem horrenda que me tirou a fala, também me fez estremecer como nunca antes. Uma grande explosão no acampamento dos soldados, e inúmeros outros inimigos que atiravam para todos os lados, e os que fugiam pelo campo de batalha, eram metralhados pelas costas. Não podíamos ir lá e muito menos fazer barulho, estávamos a menos de quinhentos metros e qualquer suspeita dos inimigos de que estávamos ali, também nós seriamos mortos. Pedi que todos fizessem silêncio e cobri a pequena janela do pronto-socorro improvisado, deixando apenas uma pequena fissura, para que eu pudessem acompanhar os passos daqueles grotescos homens de sangue frio. Permanecemos ali em silêncio por pelo menos uma hora. Os inimigos se iam aos poucos, enquanto outros vasculhavam a procura de algum sobrevivente, até que todos se foram. Avisei que ficaríamos ali por mais quinze minutos, para ter certeza que podíamos sair sem perigo. Quando finalmente o tempo passou, disse-lhes, “homens, tenham força! Sejamos esperançosos a procura de sobreviventes”. Ao sairmos do pronto-socorro a paisagem era monstruosa. Soldados estraçalhados, sem cabeça, metralhados. Seus rostos transmitiam dor de quem não tivera chance de se defender. Percorremos o acampamento a procura de alguém para salvar, mas a realidade esmagava toda e qualquer esperança. Quando já voltávamos para o pronto-socorro, ouvi Stevan, um médico novo da nossa equipe, gritar, “ali, ali, há um soldado vivo” ele apontava para o campo de batalha e rapidamente correu ao seu encontro. Meus olhos se arregalaram, meu coração parou e um grito soou do fundo da minha garganta: “Não!” Já era tarde, a imagem de Stevan pisando em uma mina e explodindo passou em câmera lenta diante meus olhos. Seus restos se fizeram pequenos enquanto seu sangue caia como chuva escura. Uma lágrima escorreu em meu rosto sujo. Ninguém havia o avisado que não podia andar no campo de batalha. Agora além de todo o exército dizimado, também um médico americano recém chegado morrera acidentalmente. Depois do acidente minha vida nunca mais foi a mesma . Voltamos ao pronto-socorro e entramos em contato com o comandante, comunicando o que havia acontecido.
Aqui te escrevo pois consegui um tempo. Estamos preparando os corpos dos soldados para enviar às famílias, para que ao menos possam enterrar seus filhos, parentes, pais, netos. Quando tudo isto acabar, iremos todos embora, já que não há continuidade agora sem os soldados. A cada bala que retiro dos corpos ensanguentados, a imagem daquele jovem médico me vem, embaçando meus olhos. E mesmo depois que eu voltar Julia, não mais serei o mesmo. Espero que esteja preparada para esta mudança. Quero apenas sair deste pesadelo que estou vivendo agora. Em julho chegará um novo exército, e a guerra? Bom, ela continuará, porém sem mim. Sinto saudades.

Leonardo.

Carta escrita para a 64º Edição Cartas do Bloínquês

Ser Criança


Galera, antes de começar o post, gostaria de pedir que votassem no Heart Dreamer neste concurso que está rolando no Mundo da Moda. É importante para mim, e a tempos planejo fazer um sorteio ou concurso também aqui como prêmio um layout feito por mim, já que o aniversário do blog passou e não fiz nada. Então, se me ajudarem votando muito e pedindo a familiares e amigos, em breve, também aqui no Heart Dreamer teremos prêmios. Aqui, o link do concurso: http://blog-mundo-da-moda.blogspot.com/2011/10/meu-blog-vale-um-premio-votacoes.htmlConto com a ajuda de vocês! Obrigada.




Um sorriso paralelo enquanto assiste um desenho. Dormir cedo, acordar tarde. Brincar na rua com outros amigos enquanto o sol não se põe. Achar graça em todo desenho que passa na tv, e ficar esperando a manhã toda para ver o tão extasiante personagem animado que tanto inspira. Ser cuidado pelos pais ou por outros tutores, que não deixam de ser pais. Se descobrir anoite e acordar coberto porque alguém se preoculpa. Ganhar presentes. Dar uma florzinha à professora. Correr no recreio inteiro, voltar suado pra sala e sentar debaixo do ventilador. Fazer bolinhos de barro e salada de folha picotada. Receber “cosquinhas”. Fazer uma cidade inteira de pedras, ruas,estacionamentos, mercado, e passear com carrinhos por elas. Não ter responsabilidades.
 Ser feliz.

Ser criança é a melhor e mais linda fase da nossa vida. Se você tem uma irmã(o),primo,filho,sobrinho, menor por perto, leve-o para brincar. Incentive-o a partilhar com os amigos, assistir desenhos, se sujar. Ser criança é ótimo então diga isso a eles, o que não podemos é deixar que a infância tão boa destes anjos seja destruida com desenhos violentos, video-games e eletroeletrônicos. Dê asas a imaginação delas e assim, construiremos um mundo melhor.




Mais palavras da autora:
Sou apaixonada por crianças, de verdade. Tenho-as como inspiração. Adoro fazê-las sorrir. Tenho como objetivo futuro ser pediatra. Acredito que existem muitas pessoas que não se preocupam mais com nossas crianças e suas infâncias. Quero fazer diferente, cuida-las, dar asas a imaginação. Que neste dia tão especial, possamos não só presentia-las com o que há de novo no mundo. Não. Dê um abraço e um beijo neste anjo de Deus, faça-o sorrir. Devemos dar carinho, isso sim é presente.

Forever?

Costumava dizer que o certo e o errado é definido por nós, que o amor duravam para sempre, que as amizades duravam. Mas eu cai, andei na corda bamba e cai. Meu sonhos? Muitos se extinguiram junto a todas as coisas que eu acreditada. Nada, exatamente nada dura para sempre. E esta é a verdade absoluta que me rege por agora. Não pretendo que estas palavras tenha um peso negativo em suas crenças, por favor. Eu só preciso de um tempo e alguém que me prove o contrário. Apenas estou triste demais com o destino, com toda esta solidão que ele me deixou. Só isso. Meus pensamentos? Trafegam de um lado ao outro, mudando sempre de direção. Isto não é uma dor plena. Esperança talvez. Não estou desacreditada com o amor, até mesmo porque não tenho motivos. Só estou triste. Triste com todas as promessas feitas um dia e que o tempo fez questão de quebrar. O para sempre é muito tempo, e acho que não devia ser posto em prova em destinos imprevisíveis. Mas aí que está. Nesta vontade incessante de dar e receber, fazemos promessas. Mas nem todos nós é capaz de cumpri-las. Promessas são fortes demais, e nós aderimos a qualquer imprevisto da vida, devíamos já saber. Não culpo e muito menos julgo, mas a dor continua, mesmo o culpado sendo o tempo que tem o poder de quebrar promessas. Nada dura para sempre, muito menos as amizades. É só isso [ até que se prove o contrário ].


- E você? Acha mesmo que tudo dura para sempre?


' Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar. Que tudo era pra sempre. Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba. ♫

Loucura chamada "Amar"

Há em cada ser humano a vontade de viver intensamente um amor. Pena que apenas alguns deixam transparecer isso, enquantos outros escondem com uma armadura.
Estou cansada das mesmas canções e dos poemas incompletos. Eu quero uma dose do romantismo antigo, eu quero alguém pra poder transmitir todo o sentimento que há em mim. Eu quero a sintonia perfeita, os pensamentos incessantes, a loucura chamada amar.



Estou muito feliz pois o Heart Dreamer fez aniversário ontem *-* Não tive tempo de preparar nenhuma postagem especial mas mudei o lay, e adorei-o. Gostaria de agradecer pela presença de vocês aqui, incentivando-me e dando forças. Beijos.

Seja feliz meu filho!

Filho,

Entre o diminuir da luz e o som ambiente escrevo-lhe esta carta, por isso peço que não note minha má ortografia.
Eu sei que você talvez não me entende, mas foi assim que me criaram. Toda minha geração foi caracterizada por homens fortes, machistas, preconceituosos. Eu mesmo, não gostava da forma que mei pai tratava minha mãe, porém aprendi a aceitar, e por isso me tornei este homem tão rude e ignorante. E ao saber tudo aquilo de forma tão rápida, foi como se me jogassem um balde de água fria e me expossem para o mundo inteiro. Acreditei ter sido um péssimo pai, um péssimo “edificador de caráter”, como se não lhe tivesse dado os devidos exemplos a se seguir.
Ontem, ao passar pelo corredor do seu quarto, ouvi-o chorar, e a verdade me atingiu como um tapa: “O que eu estava fazendo com você?” Foi o que me levou a ficar hoje o dia inteiro neste bar. Sinto vergonha do meu preconceito e das palavras grosseiras que tanto te fez chorar. Quero pedir perdão por todas as vezes que expulsei seus amigos de nossa casa, e pelas vezes que neguei ser teu pai.
Quero que, independente do que penso, assuma quem és. Se é mesmo isso que quer, pode sim trazer seu companheiro para conhecermos, tua sexualidade não mais interferirá no amor que sinto por você. Ter um filho homossexual não é o que todo pai quer, mas independente do que a sociedade vai pensar, você é meu filho e tem minha benção. E ponto. Sua felicidade é tudo o que mais desejo.
E agora, finalizo esta carta, o bar está quase fechando, a luz já não ajuda e as lágrimas embaçam meus olhos e me atrapalharem na escrita. A partir de hoje, desejo que toda e qualquer barreira que há entre nós seja derrubada. Meu filho, só quero que seja feliz! Eu te amo.

De seu pai.

Carta escrita para a 61º Edição Cartas do Bloínquês.



Amor ou Reputação?

Olha para o relógio enquanto o sol reflete nas folhas brancas do caderno, doendo-lhe as vistas. Vira novamente o rosto e lá estava ele, vindo em sua direção, com um sorriso singelo nos lábios e o óculos quadrado,que sempre lhe deixava tão atraente. Ela tenta recuar os pensamentos, e uma vontade de contrariar seus planos reaparece em meio aos destroços, porém já tarde. Tenta disfarçar o tristeza aparente com um sorriso torto, daqueles que se entende “está tudo muito bem”. Ele senta-se ao lado dela.
  • Eu não posso mais suportar estes encontros as escondidas no colégio Marina. - sorri Pedro, enquanto vai abraçá-la, sendo levemente rejeitado.
  • E o clube de xadrez? Tem tido muitas vitórias ultimamente?
  • Não, Gerson descobriu minhas outras táticas, depois que você disse lhe minha principal. - diz entre risos.
  • Ah, me desculpe, mas não era muito difícil também de descobrir... - devolve-lhe o sorriso.
  • Não, não era... - abaixa os olhos enquanto parece viajar em pensamentos. - Você queria falar comigo?
Ela sente um nó travar-lhe a garganta, finalmente havia chegado o momento que ela sempre planejara, e agora que enfim chegou, teme. Teme a reação de Pedro, seu desabafo egoísta, as lágrimas.
  • É... eu nem ao menos sei como dizer.
  • Simples, liberte o que há, a verdade é o que mais valorizo em ti. - teus olhos a prende. Aquela frase dele sempre a encurralava. O que faria agora? Nem mesmo ela sabia.
  • Eu... vou entrar pra companhia de teatro municipal.
  • Ah, que ótima notícia Marina. Fico imensamente feliz. Quando serão os ensaios? - Ele toca os joelhos dela – É, porque preciso ir vê-la, conhece meu senso critico.
  • Verdade... mas, não é só isso, eu... quer dizer, nós... - e em uma rápida tentativa de terminar aquela conversa logo, falha.
    Permanecem sem compreender um ao outro, em um silêncio reciproco.
  • Está ruim assim, e, toda esta diferença... - diz Marina, a espera de uma reação triste de Pedro.
  • Eu sei, mas é você quem quer assim, por mim seria tudo as claras. - ele coloca seus braços ao redor dela.
  • Pedro, não é isso...nós... eu quero terminar. - e ele, finalmente a encara. O sino bate. Pedro lentamente se afasta de Marina.
  • Eu não estou entendendo...
    Ela tenta ser rude, mas falha novamente. Aquele olhar pequeno por trás dos óculos quadrados desarma-a.
  • É... por causa... por causa das suas amigas não é? Você coloca a opinião delas e de todos diante qualquer coisa na sua vida... eu devia imaginar. - diz meio a soluçar, enquanto as lágrimas embaçam seu óculos.
E em uma difícil despedida, Marina toca pela última vez teus lábios no rosto de Pedro. Ele se levanta, respiração forte, ela vê o se afastar a passos largos, e antes de virar o corredor estreito, olha-a novamente, com os olhos a transbordarem a tristeza que teu peito apertava.
Marina encaminha-se pela mesma saída daquele beco, atrás de todas as salas vazias. Nem mesmo continuar na aula queria, pois sabia que ao final Pedro a procuraria, e ela não saberia o que faria, talvez desistisse diante sua fraca perspectiva de levar aquele fim adiante. Ao passar então pelo mesmo caminho de Pedro, avista o papel rabiscado semelhante as folhas do caderno “Clark Kent” dele. Abaixa-se curiosa, como quem já sabe oque irá encontrar, lê. Teus olhos se chocam com as palavras tímidas ali escrita.

"Me sinto muito feliz por você estar dando uma chance a este sentimento. Você é bem diferente do que todos dizem. Só precisa me provar agora que me leva a sério, quer namorar comigo?"
Pedro

Amassou o papel e os seus olhos se encheram de lágrimas derramando o que ela temia. Havia o sentimento, sim. Terminou para evitar conversas paralelas de seus amigos. Mas o que valeu mais: reputação ou o amor? E um arrependimento lhe fez doer o peito quando a segunda opção passou como um “flash back” de recordações. Havia perdido quem te amava tanto.

Conto escrito para a 85º Edição Conto/história do Bloínquês. Não sei se ficou muito bom, mas estamos aí na concorrência. Beijos.
Nota: 9,33 

Marry Me?


Ter conhecido-a, considero a mais linda dádiva que já recebi em toda minha vida. Teus olhos estreitos e toda sua beleza escondida por trás daqueles óculos foram de encontro aos meus sentimentos, fazendo desparar o coração cansado que havia dentro de mim. Desde aí, meus olhos e pensamentos não mais saíram de você. Durante todo o tempo que levei conhecendo-a, percebi o quanto doce e singela é. O interesse e a ânsia em descobrir mais e mais de ti se tornou vício que diariamente eu saciava a cada intervalo da universidade. Até que no dia doze de outubro, concebeu-me o direito de te namorar. Aquele foi apenas mais um passo para o meu tão sonhado presente. Confesso que não consigo imaginar-me mais sem ti, e sofro só de pensar se em um dia você me deixar, acho que meus olhos cessariam as lágrimas e meu coração faleceria por falta de impulsos elétricos, dos quais só tenho com você. E para firmar todo este amor que em mim habita, não vejo outro maneira que não seja laçar-nos diante Deus e os mortais. Gostaria que levasse em conta todo o sentimento que domina meu peito e faz disparar o coração, que todos sabem que és teu. E para fazer jus ao destino que um dia nos uniu e a todos os anos de namoro, peço-lhe: 
Quer casar comigo? 


Edição escrita para o 60º Edição Cartas do Bloínquês.
Nota: 9,9 
Ao som de Marry me  do cantor Train 

Te Voy a Amar



É pouco dizer, que daria a vida por seu amor e ainda mais. É pouco dizer, que você é minha luz, meu céu, minha outra metade. Já não me alcançam as palavras não, para explicar o que eu sinto e tudo o que você está me causando, o branco e preto se tornam cor e tudo é doce quando está em sua voz e se vêm de você.
Eu vou te amar e fazer você se sentir cada dia eu volto a te eleger, porque você me da seu amor sem medida, eu quero viver a vida inteira com você.

É pouco dizer, que sou eu quem te cuida como anjo guardião. é pouco dizer, que em um beijo seu sempre encontro minha paz. Já não me alcançam as palavras não, para explicar o que eu sinto e tudo o que você está me causando, o branco e preto se tornam cor e tudo é doce quando está em sua voz e se vêm de você.
Eu vou te amar e fazer você se sentir cada dia eu volto a te eleger, porque você me dá seu amor sem medida, eu quero viver a vida inteira com você. Viver, viver a vida inteira junto de você, porque você me da seu amor sem medida eu quero viver a vida inteira com você.
É pouco dizer, que em um beijo seu sempre encontro minha paz.



Tradução da música "Te Voy a Amar" do cantor "Axel Fernando". Abaixo o video da música. Assistam, é lindo *-*

Esta semana foi realmente um furacão na minha vida. E hoje, quis postar uma música que sempre me emociona. Espero que também gostem. Beijos.
- A minha voz, cansada e incompreendida, deixou de falar. Meus pés, calejados e descuidados, deixaram de correr. Meus olhos, lacrimejantes e ressecados, deixaram de brilhar. De minha boca, não ecooa mais clamor nenhum, e nem lágrimas tenho mais. Não atraio devida atenção, permaneço esquecido, portador de todas as doenças possíveis à espera do dia em que meu coração, cansado de bater, parar, no silêncio árduo da minha dor.


O clamor daqueles que sofrem permanecem, mesmo não nos dando conta.
A Africa sempre será uma triste realidade que acompanhará a humanidade.

Texto cheio de impacto para voltar à ativa. Não resisti, voltei! Porém será com menos frequência minhas postagens, mesmo assim, é muito bom estar de volta. Beijos.

It's Over



A algum tempo atrás percebi tua mudança. Tua ausência e olhos preocupados foi o que te denunciou. Confesso que permaneci calma, pois pensei que eu fosse mais importante, e logo, o que estivesse acontecendo passaria. Mas não passou. O que me fez perceber isso?

Catorze de agosto, entardecer de domingo
Estávamos nós, sentados na praia, tomando água-de-coco, curtindo um pagode ao vivo de um grupo local. Você estava, de um tempo pra cá, um tanto carinhoso, presente. Pensei até que eu tivesse voltado a ser a única em sua vida, a única que despertasse-lhe desejos. Você acariciava meus cabelos, enquanto beijava delicadamente meu pescoço, despertando-me sorrisos que até então estavam extintos. O grupo de pagode tocava uma música conhecida no cavaquinho, alegrando os demais ouvintes. Suas mãos foram até o bolso e retirou rapidamente o celular. Percebi a aflição em seus olhos, você me disse que seu pai estava passando mal novamente, me deu um beijo de despedida e me deixou ali, só, pensando que eu realmente acreditei nisso. Terminei de tomar minha água-de-coco, paguei a conta e peguei um táxi. Ao chegar em casa, liguei para sua mãe:
  • Oi dona Flora,seu marido está melhor?
  • Melhor? Sim, já faz um bom tempo que ele não tem mais aquelas tonturas depois que mudou de remédio. Mas por que está perguntando isso?
Desliguei o telefone.

Depois daquilo percebi que não passaria. Afinal, mesmo tendo mentido daquele jeito para mim, permaneceu com as mesmas atitudes, me amava a noite com todo o fôlego que tinha, me acariciava levemente e me fazia juras de amor. Eu fingia não saber, mas eu sabia. E quando tua ausência se tornou mais frequente e tuas desculpas anoite para não fazer amor comigo se tornaram evidentes, decide que não mais seria sua mulher. Não mais seria seu troféu que guardava e adorava em casa, enquanto se desgastava nos braços de outra vadia qualquer. Eu não merecia ser tratada desta forma, não merecia ser traída as claras. Arrumei um mala com o que me pertencia, em uma destas tuas ausências. Parti, sem dar esclarecimentos e desculpas. Apenas um bilhete sobre nossa cama foi o que deixei. As palavras perfeitas nunca passaram pela minha mente, e eu, eu não precisava de muito, apenas o suficiente.
"Espero que seja feliz. Sem mim."


78º Edição Musical, Bloínquês. Olha, gostei muito deste texto, demais da conta, hihi. Eu comecei a escrevê-lo sem finalidade para alguma edição, mas aí, consegui encaixa-lo na edição musical. Gostaria de explicar o porquê da minha ausência repentina aqui do blog: É que criei um tumblr e tenho me dedicado mais à ele do que ao blog, mas isso não quer dizer que eu vá abandonar aqui, ok? http://anapfletcher.tumblr.com/ este é o meu tumblr, caso queiram dar uma visita. Beijos.

Amor de Inverno - Capítulo V


  • Sofia, já terminou as malas? - o grito da tia ecoou no quarto opaco.
  • Só mais um minuto.
Sofia estava sentada próxima a janela. Mantinha os olhos no cenário pálido, enquanto teu coração procurava anciosa por algum sinal de Fábio. Nenhum ruído. Nenhum latido estridente de seu cachorro. Tudo era silêncio lá de fora, o que a angustiava ainda mais. Levantou-se e saiu pela porta da frente.
  • Sofia, posso já colocar suas malas no carro? - disse seu tio.
  • Claro.
Deu a volta na casa. Manteve os olhos além dos pinheirais, mas nada. Voltou para onde estava estacionado o carro do tio.
  • Vamos? - perguntou sua tia, Sofia apenas fez com a cabeça que sim.
Tuas malas estavam no banco traseiro, a da esquerda estava entreaberta, deixando a mostrar a blusa de frio de Fábio, a que ele a emprestou. O perfurme que exalou da blusa fez Sofia recordar daquela situação imprevista. Sorriu sozinha. Seus olhos em instantes marejaram,porém ela não sabia se era de raiva ou tristeza. Talvez fosse os dois. E este sentimento confuso permaneceu durante toda a viagem de volta.

Duas Semanas depois

A professora explicava algo no quadro, os números embaraçavam a vista de Sofia, e faziam tua cabeça doer intensamente. Pediu para a diretora para ir embora. Saiu do colégio com as mãos na cabeça. Tudo aquilo estava resultando em algo mais sério que ela imaginava, pois agora sentia-se zonza. Caminhou lentamente duas quadras até ouvir uma voz familiar que pensou ser fruto da sua imaginação.
  • Como foi difícil encontrá-la.
Virou-se e pode ver. Aquela imagem a deixou mais confusa ainda.
  • O que .. o que faz aqui? - ela tentou fizar os olhos.
  • Ora, você está bem? - Estas foram as últimas palavras que ela ouviu, pois no instante seguinte sua visão escureceu. Fábio, em uma reação rápida, não deixou-a cair.
Quando acordou, estava em um ambiente diferente, com tubos que saiam de seus braços e enfermeiras a entrar e sair do quarto.
  • Até que enfim acordou! - ouviu Fábio, e direcionou seus olhos para ele. Ele estava sentado ao seu lado. Enfim, concluiu ela que ele realmente não era fruto de sua imaginação.
Teu coração bateu mais rápido e o aparelho que estava conectado através de fios ao seu peito, denunciou isso.
  • Por favor, não vá infartar de emoção logo agora. - Ele sorriu, fazendo-a sorrir também.
  • Mas.. o que faz aqui?
  • Vim devolver sua blusa. Você esqueceu ela e..
  • Ah, fala sério. Veio aqui só para devolver a blusa? - levantou uma das sombrancelhas.
  • É sério, eu.. ok... vou dizer logo. - ele fez uma cara triste.
  • Dizer o que? - ela desmanchou o sorriso.
Ele demorou um pouco para responder, o que a deixou mais aflita ainda.
  • Eu.. me mudei para cá.
  • Você o que? - os dois sorriram de imediato.
  • É, consegui transferir-me para cá. A metalúrgica que eu trabalhava lá, construir recentemente uma extensão aqui. Não é maravilhoso? - Ele dizia cheio de adrenalina. Sofia quase o viu pular de tanta felicidade. - Ah.. tenho outra coisa para te falar também. Me mudei para cá por você!
Ela sentiu teu rosto queimar, e fixou os olhos em Fábio.
  • Sério?
  • Sim. Espere, eu já volto. - Levantou-se e deixou Sofia sozinha no quarto, ela não entendeu. Logo em seguida ele voltou, com os olhos baixo.
  • Eu sei que não é lugar, nem hora... mas não posso mais esperar. - Ele olhou para ela – Quer namorar comigo?
A máquina apitou disparadamente, o que fez as enfermeiras adentrarem rapidamente no quarto.
  • Sofia... Você está bem? - disse uma das enfermeiras, e logo percebeu que não era nada importante.
  • Estou sim... - ela sorriu, com os olhos brilhando – Claro que eu quero.
Ele abraçou-a forte. Encheu-a de beijos, e aquele instante pareceu o mais longo e feliz de toda a vida dos dois. Com certeza aquilo permaneceria guardado eternamente em seus corações.

FIM

Agradeço à todos que acompanharam o conto. Foi um prazer tê-los aqui me insentivando a continua-lo. Espero que gostem do fim. Beijos.

Amor de Inverno - Capítulo IV

 Ele permaneceu com os olhos na lareira, enquanto parecia degustar o chá. Até que, virou teus olhos para ela.
  • Fábio... - E voltou seus olhos para a lareira.
Sofia encontrava-se anciosa para saber mais sobre o garoto.
  • E você mora aqui a quanto tempo?
  • Não moro aqui. Costumo vir para cá apenas na época de inverno.
  • Hmm... E seus pais?
Ele não desviava os olhos da lareira. Parecia refletir a cada pergunta que ela fazia.
  • Morreram a dois anos atrás.
  • Ah, meus pesames. - Ela desviou os olhos.
  • Tudo bem. Já me acostumei. - Ele sorriu. - Mas, e você? Mudou-se recentemente para cá?
  • Não. Estou passando as férias na minha tia.
  • Onde mora?
  • Miami.
  • Hmm.. E quando terá que voltar?
  • Amanhã.
  • Amanhã? - Ele quase engasgou – mas.. ora.. você nem se quer aproveitou o inverno da Flórida direito. Fique mais um tempo. Posso ser seu guia turístico.
Ambos riram, e logo, Sofia desmanchou seu sorriso.
  • Adoraria, mas não posso, minhas aulas voltam na segunda.
Ele resmungou baixinho. Levantou-se e foi até a cozinha. Voltou logo em seguida.
  • Aceita mais chá?
  • Claro.
Ele estava de pé, e ela ainda sentada. Conforme ele inclinou a garrafa, a tampa abriu, derramando sobre a blusa de lã de Sofia aquele liquido quente.Fábio arregalou os olhos. Ela levantou rapidamente, olhando para a mancha marrom sobre sua blusa.
  • Meu Deus, que cuidado que eu tenho. Desculpe, por favor.
Fitaram um ao outro.
  • Tire a blusa!
  • Oque?
  • Tire. - Ele retirou a blusa de frio dele, deixando a mostra novamente seu fisico atlético. Ela também tirou sua blusa de frio, e percebeu que a camiseta que estava por baixo também foi molhada. Ele entregou sua blusa a ela e virou-se. Sofia retirou a camiseta e rapidamente vestiu a blusa grossa de Fábio.
  • Pode virar-se. - Ele voltou os olhos para ela.
  • Mas e você? - Ele estava sem camisa alguma.
  • Não estou com frio. - sorriu.
Ela olhou o relógio. Teus tios já deveriam estar voltando.
  • Preciso ir, meus tios já voltarão.
Ele foi até o quarto e voltou com uma blusa de frio.
  • Te levarei então.
E foram os dois. Conversaram sobre inúmeras coisas. Sofia falou sobre a Flórida e a vida rotineira que leva. Fábio falou sobre seu trabalho e outros assuntos de família. Quando chegaram na casa da tia de Sofia, perceberam que eles ainda não haviam voltado.
  • Eles não voltaram ainda. Interessante o modo como se preocupam com a sobrinha deles. - Ele riu da cara brava que ela fez.
  • Porque não vem comigo enquanto seus tios não chegam. Quero mostrar-lhe algo.
Ela aceito o convite. Subiram o vale, e quando, finalmente Fábio parou, Sofia percebeu o quanto estava cansada.
  • Olhe – disse Fábio, apontando para o horizonte – Este é meu lugar preferido.
Sofia olhou também, e percebeu o quanto valera a pena o cansaço.
  • Mas, que vista linda. - Sofia estava extasiada com a vista. Dali podia se ver até mesmo os prédios da cidade. Estava maravilhada. Virou-se para Fábio. Ele estava com os olhos vidrados nos dela. Estavam próximos e Sofia pôde ver o quanto os olhos dele brilhavam. Sem nem ao menos dizer nada, seus lábios se tocaram. Ele abraçou-a, aquecendo-a, enquanto ela acariciava seus cabelos. Permaneceram sincronizados durantes alguns longos sete minutos, até que o celular de Sofia interrompeu-os. Era sua tia.
  • Oi tia... não, é... eu não estou perdida, fica tranquila.. não.. não.. ok, estou indo, tchau. - ela encarou-o. - Preciso voltar.
  • Tudo bem. Apenas aproveite mais um segundo neste lugar mágico. - Apontou para a vista.
Ela olhou novamente enquanto pensava “este lugar também será meu preferido a partir de hoje”, quando voltou os olhos para Fábio, ele beijou-a novamente.
  • Este lugar costumava ser só meu, sinta-se privilegiada por estar compartilhando-o com você.
Ambos sorriram. Ele pegou na mão dela enquanto voltavam. Ao chegarem ele disse:
  • Segunda venho aqui, antes de você ir.
  • Tá bom. - Deram apenas um selinho de despedida. Sofia viu-o se afastar, e, em seguida, adentrou a casa da tia.
  • Sofia, onde estava?
Ela apenas sorriu, sem dizer nada.

Desculpem-me pela demora, é que eu queria que fosse muito bom este capítulo, e precisei de inspiração, e, particularmente, eu adorei, espero que também gostem.Aguardem pelo próximo capítulo. Beijos.